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Se nós fomos feitos para amar e sermos amados, por que o amor acaba sendo tão complicado? Quando somos jovens a paixão toma conta de tudo e não precisamos de mais nada para nos sentirmos plenos. Com a maturidade a paixão parece ficar cada vez mais longe, dando lugar a um sentimento diferente, que muitas vezes não sabemos identificar. Seria o amor? Difícil dizer quando não há sinais tão claros como as mãos suando, o coração disparando, o corpo, a mente e o coração gritando que só querem estar ali, ao lado daquela pessoa. Vivemos momentos felizes, situações especiais, mas a vida continua e não é mais possível passar horas só olhando para aqueles olhos que nos encantam. Acredito que muitos relacionamentos cheguem ao fim porque as partes envolvidas não conseguem encontrar um lugar para esse sentimento tão diferente. Amizade? Companheirismo? Comodismo? “Amor não é sentimento, é habilidade”. A frase - do filme Eu, meu irmão e nossa namorada - despertou essas reflexões sobre o que fazemos do amor. Se amor não é sentimento, é uma habilidade, tudo fica mais complicado e mais fácil. Mais complicado porque sentimento a gente simplesmente sente e pode vivenciar plenamente – só que não depende da gente. Mas se é uma habilidade, qualquer um pode desenvolver. Pessoas que entram e saem de relações frustradas têm salvação, porque não foi um sentimento que não deu certo – talvez falte a elas desenvolver a habilidade de amar. Provavelmente não desenvolvemos essa habilidade porque estávamos esperando ser arrebatadas por um sentimento forte, louco, assustador. Se amar é uma habilidade e como tal pode ser aprendida, depende então de nossa opção. Querer amar, aprender a conviver com o outro, aceitar as diferenças, dividir. Talvez seja esse o segredo de relações tão duradouras: os casais decidem que querem amar, apesar de tudo que possa vir – dos problemas, da falta de dinheiro, da chatice do outro, das doenças, do distanciamento... Fica ainda mais interessante essa nova percepção se pensarmos que amar não se restringe ao nosso marido, namorado ou companheiro. Amar é algo muito maior. Amar nossos filhos, nossos parentes, nossos amigos – e, quem sabe, até alguns inimigos também. Afinal, se é uma opção, não tem restrições. Não precisamos ficar parados esperando o sentimento chegar. Escolhemos: eu quero viver no amor. E cada passo nosso será dado nessa direção e todas as coisas ganham um sentido diferente – porque amar não é mais algo de vem de fora, é alguma coisa bem guardada dentro de nós, que decidimos despertar e convidar a fazer parte do nosso dia a dia. Depois dessa descoberta, eu fiz minha opção: eu escolhi amar. E você?
Colunista: Viviane Pereira 1 - 06/11/2009 ::: Viviane Pereira - A opção de amar 2 - 23/10/2009 ::: Viviane Pereira - 24 horas é pouco! 3 - 25/08/2009 ::: Viviane Pereira - Depilação: tortura paga 4 - 07/08/2009 ::: Viviane Pereira - Recomeços 5 - 29/06/2009 ::: Viviane Pereira - Homens que dizem não 6 - 18/06/2009 ::: Viviane Pereira - Presente pra mim 7 - 09/05/2009 ::: Viviane Pereira - Esse monstrinho dos ciúmes 8 - 23/03/2009 ::: Viviane Pereira - Equilibrando pratos 9 - 05/03/2009 ::: Viviane Pereira - Milagre do banho de mulher |
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